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  • Ingrid Honório, estudante de psicologia e voluntária FCG

O impacto da semana da arte moderna

Você conhece a Semana da Arte Moderna e o que esse o movimento artístico-cultural significou?

O evento ocorreu em fevereiro de 1922, marcou a história do Brasil e contou com a presença de diversos artistas. Os participantes desse evento buscavam um rompimento da arte e da cultura conservadora do século XIX, até então o estilo de arte predominante era o parnasianismo; esse movimento possuía uma grande perfeição estética e a retomada da arte clássica, um exemplo bem conhecido é o nosso hino nacional.

A semana causou um grande impacto entre os artistas mais conservadores da época pois trazia uma dura crítica às regras importadas e à falta de liberdade de expressão dos artistas brasileiros. Através da arte moderna muitos puderam trazer o Brasil para suas artes e o nativismo que faltava em muitas obras anteriores. A arte moderna tem como características uma linguagem mais próxima da oralidade, um pouco de ironia, temas mais próximos da realidade cotidiana da população e uma relação forte com futurismo, dadaísmo, surrealismo, expressionismo (Exemplos de artistas nesse estilo: Salvador Dalí, Marcel Duchamp e Frida Kahlo).

Artistas como Mário de Andrade, Anita Malfatti, Oswald de Andrade e Heitor Villa-Lobos faziam parte dos artistas presentes nessa semana histórica e muitos foram vaiados e julgados fortemente pelo movimento artístico da época, inclusive por Monteiro Lobato, uma vez que traia grande desconforto para quem não entendia essa nova proposta e acreditava que poderia ser uma ameaça para a arte.

Apesar de todo o burburinho que tomou forma na época, as contribuições que esse movimento trouxe para o Brasil fez com que esses dias entrassem para a história e influenciasse a arte brasileira em muitas vertentes sendo uma divisora de águas que proporcionou um crescimento intelectual e artístico.


Para conhecer mais a arte moderna:

  • Macunaíma (Mario de Andrade);

  • Memórias Sentimentais de João Miramar (Oswald de Andrade)

  • Abaporu (Tarsila do Amaral);

  • A estudante (Anita Mafaltti);

  • Museu da Arte Moderna (MAM).

Escrito por Ingrid Honório, 23 anos, estudante de psicologia e voluntária da FCG

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